Adapte o processo como um grande chef de cozinha!… WTF!?!?!?

Olá,

Sim, você não leu errado no título do post, é chef de cozinha mesmo, mas eu explico.

Para quem me conhece pessoalmente vai pensar “Mas é claro que ele tinha que falar de comida, mas o que isso tem a ver com métodos ágeis?”

Bom, eu gosto de cozinhar, ou ao menos tentar, nunca matei ninguém até hoje ou mandei para o hospital. Mas para todos aqueles que gostam de cozinhar, acredito que o começo de “carreira” de chef amador é basicamente o mesmo. Pegamos uma receita que gostamos, que seja fácil de fazer, compramos os ingredientes, expulsamos todo mundo da cozinha e mãos à obra. Com um pouco de sorte insistência conseguimos sair com algo razoavelmente decente da cozinha.

Na parte do “mãos à obra” seguimos a receita em todos os seus pontos e vírgulas, se tivermos um termometro digital a gente usaria para verificar se a temperatura do formo está exatamente igual a mencionada, precisão britânica nas gramas de farinha, no tamanho da colher de chá de fermento, enfim, queremos fazer tudo perfeito para que a receita saia um sucesso.

Depois de um tempo fazendo receitas, começamos a ter a necessidade de adaptar elas, deixar elas com a nossa cara, usar ingredientes que gostamos mais do que outros. E é aí que entra o grande truque, o mesmo truque que devemos usar quando adaptamos um processo de desenvolvimento de sistemas para a nossa equipe/projeto/empresa. Modifique, adapte, mas sempre tenha claro quais são essas modificações e seus porquês, e nunca perca de vista o objetivo final.

Quando estou fazendo uma receita de bolo de cenoura, posso modifica-la para usar farinha de trigo integral no lugar da branca, ou fazer a cobertura com chocolate amargo no lugar de achocolatado, mas o resultado final ainda tem que ser um bolo de cenoura, não posso modificar a receita e esperar que saia um frango assado no final.

Grandes chefs de cozinha conseguem adaptar receitas para os ingredientes que eles tem a disposição, sem perder as características principais do prato. Quando modificamos o Scrum, por exemplo, não podemos nos esquecer dos objetivos dele, e quando o modificamos, temos que saber o porque dessas modificações, precisamos lembrar que, assim como em uma receita, essas modificações podem nos obrigar a alterar outras coisas que não foram previstas.

Mas mantendo nosso foco no objetivo final, com a experiência adquirida, vai ficando mais fácil ver onde e como devemos modificar as coisas. Começamos a fazer essas modificações de maneira mais instintiva, assim como os chefs modificam suas receitas. Aprenda novas técnicas e misture-as com as que você já conhece, sem se preocupar com os nomes, um ótimo exemplo disso é o post do Rafael sobre FDD, User Stories e Boards na Engenharia de Requisitos, e use-as com sabedoria nas suas adaptações.

Mas lembrem-se, no final, uma receita de bolo de cenoura não pode terminar como um frango assado…

Gordon Ramsay

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