Práticas Lúdicas. O que são e como podem lhe ajudar

Olá caros amigos.

Hoje vamos falar sobre Práticas Lúdicas e seguindo a linha de sempre, vamos comer o boi a bife.

Lúdico:

adj. Relativo a jogo, a brinquedo; que apenas diverte ou distrai: atividade lúdica.

Ludico é uma forma de desenvolvimento da criatividade, conhecimentos e raciocínio através de jogos, atividades artísticas e etc. O intuito é ensinar, através da diversão e buscando a interagração entre as pessoas.

Prática/Atividade Lúdica:

Atividade lúdica é todo e qualquer movimento que tem como objetivo produzir prazer quando de sua execução, ou seja, divertir o praticante.

Sumariamente teríamos as seguintes características sobre elas:

  • são brinquedos ou brincadeiras menos consistentes e mais livres de regras ou normas;
  • são atividades que não visam a competição como objetivo principal, e mas a realização de uma tarefa de forma prazerosa;
  • existe sempre a presença de motivação para atingir os objetivos.

By Wikipedia

Como visto, práticas lúdicas são formas bem interessantes de aprendizado. E o que é realizar um projeto ou produto senão uma razão de um aprendizado sobre algum tema, num espaço de tempo.

Veja que, as práticas lúdicas tem um aporte de diversão, brincadeiras e busca inspirar, motivar e ajudar a atingir metas. Percebe o quanto uma Prática Lúdica está alinhado com o Core do Ágil?

Dito isto, como será que as Práticas Lúdicas podem lhe ajudar?

Bem, como disso no parágrafo anterior, a prática lúdica tem por o objetivo o ensinamento de modo divertido. Em projeto o Time aprende o negócio/domínio sobre um tema, e eles traduzem isto em um produto.

Este aprendizado pode ser feito de forma lúdica no período do desenvolvimento do produto. Metódos ágeis (alguns deles) denotam a fase do Pré Game. Fase onde existe um aprofundamento no negócio e na tecnologia com a intenção de clarear um pouco o caminho.

Nesta fase o aprendizado é fundamental. Tratar esta fase de uma forma mais dinâmica, participativa e descontraída pode auxiliar a absorvição do Time sobre o conteúdo a ser ensinado. Eis aí um bom ponto onde você pode usar uma prática lúdica.

Ano passado eu criei e neste ano apliquei e desenvolvi um Jogo chamado Domain Game: https://agilementoring.wordpress.com/2011/07/05/domain-game-uma-dinamica-para-todos/

O jogo é uma prática lúdica que visa disseminar o conhecimento sobre um domínio a todo o Time, que envolve também a participação dos Clientes e Experts, estimulando a interação entre eles, a colaboração e motivando-os.

E o uso das práticas lúdicas não param por aí.

Seja em Workshops ou Treinamentos, a utilização de tais práticas ajudam muito a manter um ritmo gostoso no ensino, de forma leve e descontraída.

Como isto está bem ainhando ao Core Ágil, não demorou muito para vários gurus da área criarem um grupo para trocarem ideias e experiências. Nasce assim o Google Group Agile Games:

http://www.hanoulle.be/2010/06/agile-games-google-group/

http://groups.google.com/group/agilegames?pli=1

Eu acompanho o grupo e já tive várias oportunidades de usar jogos descritos lá. O pessoal realmente se supera 🙂

Descorrendo mais sobre práticas lúdicas no dia-a-dia de um Time ágil, não é apenas no Pré Game que é possível utiliza-las.

Ao decorrer da Sprint, você pode utilizar de práticas lúdicas para auxiliar o Time no entendimento de uma User Story, auxiliar a criar cenários de testes (adoro fazer analogias a RPG para isso).

E existe mais um ponto num ambiente ágil onde é muito viável utilizar práticas lúdicas e particularmente, acredito que seja fundamental utiliza-las. Retrospectivas.

Como sabem, a Retrospectiva é o momento onde um Time busca olhar e entender para tudo o que se passou em uma iteração. Neste momento o Time buscará colocar em prática o must da Inspeção e Adaptação.

Instigar aos membros do Time para fazer isto não é fácil. É muito comum com o passar do tempo um Time perder o interesse numa Retrospectiva, achando que ela se tornou monótona. É fundamental para um Scrum Master, um líder ou mesmo para o Time em si saber maneiras de manter o ânimo numa Retrospectiva, com eficiência e eficácia para manter o ciclo da melhoria contínua.

Eu gostava de usar algumas práticas como:

Conclusão de frases:

Eu criava algumas frases e deixava lacunas para os membros do Time completarem. Geralmente as frases eram brincadeiras que buscavam o sentimento/opinião dos membros do Time sobre o ambiente do produto, exemplos:

  • Se o meu projeto fosse um animal, ele seria um(a) _________________________________________________
  • Se eu fosse o Super Man, a Criptonita desta Sprint foi a/o ____________________________________________
  • Se eu fosse a Mulher Maravilha, utilizaria o meu laço mágico para agarrar a/0 ______________________________
  • Rosas são vermelhas, violetas são azul (são??) neste Srint eu queria _____________________________________
  • Se eu fosse o Thor, utilizaria o meu Martelo para acabar com a _________________________________________

Quando o Time é mais novo, gosto de fazer práticas para lhes ensinar sobre auto-gerenciamento, colaboração e ROI.

Dinâmicas como formar uma fila com base em alguma premissa, construir alguma coisa juntos e separados, com material dividido entre eles, brincar de Passa ou Repassa, sobre o que estão fazendo, se está agregando valor.

Dentre cursos, treinamentos, workshops que participei, legal levantar algumas pessoas que utilizam muito bem isto:

  • Alexandre Magno: durante seus CSM e CSPO e workshops, ele utiliza várias dinâmicas para explicar o Core do Ágil e Scrum
  • André Nascimento: Durante seus workshops de Scrum ele utiliza várias dinâmicas, inclusive a Famosa Dinâmica do Avião de Papel
  • Manoel Pimentel: Durante o Agile Coach Professional, ele se supera utilizando 1001 práticas
  • Hugo Corbucci e Mariana Bravo: Lean Lego Game, uma fantástica brincadeira para ensinar os conceitos do Lean
  • Matheus Hadda: Utiliza várias práticas para ensinar Scrum, como a Horta e também para ensinar sobre o Canvas Business Model.

Eu também utilizo do Lúdico para realizar Análise de Negócios, seja através de perguntas ou pequenas dinâmicas que faço com o pessoal entrevistado.

E é isso pessoal.

E você conhece mais algumas práticas lúdicas? Já utilizou alguma? Como foi?

[]s e até a próxima.

Home Office, dicas para você

Olá caros, hoje vou tratar sobre um tema que não domino muito, mas tem sido minha realidade nos últimos meses: Home Office.

Muitos veem o Home Office como uma espécie de Nirvana, Paraíso onde tem toda a comodidade e conforto de seu lar para desempenhar seu trabalho.

Eu também tinha um pouco desta visão. Quando soube que esta seria minha realidade, coloquei no Twitter uma pergunta sobre dicas para como se trabalhar Home Office.

Muitos podem achar estranho eu ter feito isso, mas eu tinha uma pulga atrás da orelha sobre como seria esta rotina e queria umas dicas, e elas vieram.

As dicas tinham um fundo de rotina e disciplina, justo algo que é padrão no ambiente de trabalho em empresa. Ora, seria o Home Office também burocrático?

Não, o Home Office não é tão burocrático, porém requer uma disciplina muito grande para na cair nas armadilhas (que eu caí).

Vou descrever as armadilhas e as dicas

  • Horário pra que?

Não é porque você não precisa sair da sua casa para o trabalho que você não pode ter um horário pré-fixado. A tentação de dormir até mais tarde é grande. Mas é interessante você manter um horário de trabalho. Para alguns, que necessitam de interação com outras pessoas, isto tem mais apreço ainda.

  • Ficar na cama trabalhando, isso que (não) é vida

Uma coisa que sofri um pouco foi o “local” ideal para o trabalho. A ideia de ficar jogado na cama com o notebook no colo pareceu ser um sonho realizando, mas não foi nada legal. Não estava propício a foco no trabalho, estava desajeitado, não era motivador.

Este é um ponto interessante. Tenha na sua casa um local ideal para trabalhar mesmo. Um escritório, uma mesa, algo onde você realmente possa manter uma postura, tanto mental quanto física ideal para trabalhar.

  • Já que tô em casa…

Bora ir comprar pão, ajudar a mãe ou a esposa, levar o filho pra escola, desentupir a pia, dar banho no cachorro, ver TV e etc.

Óbvio que uma das grandes sacadas do Home Office é você poder fazer algumas coisas que na sua empresa você não teria como. Mas se você não tomar cuidado, a quantidade de interrupções podem ser um complicador. Tenha ciência e informe a aqueles que estão na sua casa, que apesar de você estar lá, você esta trabalhando.

  • O que sua esposa disse??

Quando você faz Home Office e tem que se comunicar, Skype por exemplo é uma das ferramentas mais usadas. Mas você deve saber utiliza-la. Mantenha-se num local mais quieto e discreto. Não corra risco de seus colegas de equipe ouvirem que você não tomou banho ainda, que seu filho fez pipi nas calças, que sua mulher está brava

  • Tô ficando gordo, tô ficando magro

Acordei, vou tomar café. Estou parado, não mexo e de repente, sinto cheiro bolo. Eu o como. Quando vejo, é hora do almoço, como um “prato de pedreiro”. A tarde, café da tarde e quando vejo…3 quilos a mais em uma semana e meia. Ou para algumas pessoas, o contrário. Por não ter aquela rotina definida, não se alimentam direito.

A dica é: alimente-se de forma saudável e regular. Se possível, faça algum exercício, tire uma horinha para Academia ou caminhada em torno do quarteirão onde mora. Ficar preso dentro de casa pode quebrar uma rotina de exercícios saudáveis e aumentar o apetite.

  • Home officers não dormem

Trabalhar em casa é gostoso, aconchegante e inspirador. Você começa as 09h da manhã e quando olha já são 03h da manhã. O dia rendeu, você se sente bem. E você acorda no dia seguinte, e dorme novamente as 03h. E assim nos outros dias seguinte e de repente se sente estafado mentalmente, apesar de fazer algumas pausas regulares, de se alimentar bem.

O problema? Falta de sono adequado. Na nossa área, temos sempre aqueles ditados heroicos: “MVPs não dormem”, “Jedis não dormem”, “Dormir é para os fracos”, “Peixes não dormem :P”.

E isto é uma coisa a qual eu sou bem contra. Embora existam estudos que apontam que pessoas que dormem tarde são mais “criativas”, existem outros estudos que apontam que a falta do sono “rem” e outras fases do sono são prejudiciais a saúde mental, e óbvio, a saúde física.

“É durante essa fase (REM) que é feita iscugula da atividade cotidiana, isto é, a separação do comum do importante. Estudos também demonstram que é durante o REM que sonhos ocorrem. A fase representa 20 a 25% do tempo total de sono e surge em intervalos de sessenta a noventa minutos. É essencial para o bem-estar físico e psicológico do indivíduo”. By Wikipedia

Sem falar que em minha opinião, se você esta dormindo 04 horas por dia, tem algo muito errado. Metodologias ágeis não pregam um ritmo sustentável de trabalho? Se você chegou na fase de que dormir 04 horas significa um dia normal, tome cuidado. Os impactos disto no futuro serão realmente danosos. Não tem Red Bull que ajude. Minha dica, durma.

  • “Querida , como está seu dia?”

Uma dica interessante que me deram e mostrou ser de grande valia é: Converse. Embora você deva manter um ambiente adequado e diminuir interrupções, conversar com quem está na sua casa ajuda a manter a mente fresca, além de não te tornar um zumbi. Eu gostava de na hora do almoço conversar muito com minha mãe, minhas irmãs e minha afilhada. É bom saber como está o dia delas. Mostra-se mais útil do que ficar vendo sites a esmo pra refrescar a cabeça.

  • Tome banho

Não é porque os outros não podem te cheirar, que você não vai ficar fedido.

É isso, caros amigos. Quais dicas você tem mais para quem vai fazer Home Office?

[]s.

Meta, ética e oportunidade. As difíceis decisões.

Olá.

Neste post quero comentar a dificuldade sobre tomada de decisões na carreira profissional, que por sua vez, atingem nossa vida pessoal.

Vou falar exclusivamente de uma passagem minha, explorando alguns pontos e colocando algumas reflexões.

Após alguns anos em uma empresa cujo o ambiente é fantástico, tive o sentimento que precisava de uma perspectiva diferente sobre aspirações profissionais. Tinha vontade de me aventurar em uma nova jornada. No momento, vi que eu ainda não tinha clareza do que realmente queria e isto me leva a primeira reflexão:

Qual a Meta?

Sem uma Meta a perseguir, fica confuso escolher um caminho, pois, quando se quer ir a lugar nenhum, qualquer caminho serve e não serve ao mesmo tempo.

Logo, sem uma Meta muito bem definida, você declina a ludibriações, sejam de valores, sejam de oportunidades de realizar um trabalho diferente. Esta ludibriação enche os olhos e se tornam ópio para corpo e para alma. Veja que situação:

Você está sem Meta e dopado, andando a esmo…

Tal fato calhou com que eu procurasse novas oportunidades de trabalho, oportunidade quais surigram várias, o que me deixou feliz. Porém, ao mesmo tempo, o leque de oportunidades se tornou um problema a administrar, pois:

  • Estou sem meta
  • Não sei reconhecer os diferencias, pois, não sei o que quero
  • Quanto mais opções, mais variáveis a se pensar, mais complexa a situação

A confusão mental é grande. E há fatores complicadores, pois, sempre devemos lembrar que não estamos sós e que nossas atitudes geram ações/reações em outras pessoas.

Se comprometer com alguém sendo que você não tem total certeza da sua Meta, pode (e vai) criar situações tristes e complicadas.

As variáveis Ética x Oportunidade x Meta geram equações bem diferentes conforme o peso que você da a cada uma delas.

A empolgação de uma nova aventura mesclado a não identificação clara de seus objetivos levam você a uma sequência de maus resultados.

Nem tudo deve ser Empirismo puro, tentativa e erro. Quando você da a sua palavra que assumirá um compromisso novo, pessoas contam com você. Aqui entra a Ética.

Ser ético não deve implicar em ser omisso quanto aos seus próprios desejos e Meta. Você talvez não deva se obrigar a fazer algo que não goste ou não esteja pronto. Mas se você assume um compromisso cujo não está preparado ou não está na mesma sintônia, adiantar este feedback é uma atitude boa. Pessoas contam com você e elas precisam saber até quando podem contar.

Porém, melhor ainda é você ser capaz de avaliar se esta pronto ou não, antes de assumir a bucha. Para isto, é óbvio que você deve estar ciente da sua Meta.

Hoje, acredito quer ser Ético comigo mesmo, implica em eu saber qual a minha Meta. E uma vez isso, posso ser ético com os outros e alavancar esta cadeia.

Falado de Meta e Ética, vamos a Oportunidades.

Oportunidades aparecem, quer você esteja pronto ou não. E isto torna tudo mais difícil. Sempre queremos provar que somos capazes de superar os desafios que aparecem. Sempre queremos mostrar nosso valor ao mundo. Todo mundo já cansou de ler ditados e provérbios sobre a tristeza de se deixar escapar uma oportunidade. Porém, hoje para mim, fica claro que estes ditados só fazem sentido se você realmente sabe o que quer e se está pronto para encarar com ética o que estar por vir.

Acredito que faz parte do amadurecimento deixar algumas oportunidades escaparem, não reconhecer outras e acertar outras ainda.

O problema é como isso se aplica no espaço/tempo. Se todos nós já soubessemos como seria o final da estrada, seria fácil deixar passar algumas oportunidades. Mas nós não sabemos.

Logo, errar será algo que você irá fazer, mas se estiver consciente de seu valor ético, será mais fácil. Para mim, assumir um erro não é sinônimo de ética, é sinônimo de caracter, responsbilidade. Ético é como você fará isto, o modo como você assume o erro e trata as consequências.

Á área de TI.

Nossa área é muito dinâmica. Oportunidades surgem praticamente a todo dia, toda hora. Sendo você um profissional dedicado, participativo da comunidade, você conhecerá muitas pessoas, o que faz as oportunidades aumentarem ainda mais.

Porém, a Mescla de Ética x Oportunidade x Meta tem quer ser bem pensada, pois, não é uma boa você queimar muitos cartuchos muito cedo numa caçada (ditado caipira).

O famoso “rodízio” de empregos pode indicar que você está a procura do que é melhor pra você e isto é bom. Mas suas atitudes ecoam nas pessoas do seu meio e infelizmente, muitas vezes elas não são capazes de entender que o que você enxerga como atitude normal de busca por satisfação pessoal, seja só isso. E podem entender que você pode estar descomprometido ou despreparado.

E vice-versa. Você pode achar que as pessoas estão pensando que você deve ser infeliz e não buscar sua Meta, quando na verdade elas estão querendo passar a mensagem que você necessita é de clareza nos seus Objetivos.

A equação é bem complicada:

Nestas situações, Coach pode lhe ajudar muito, eu indico sinceramente. Clarear seus Obejtivos, entender os percalços do caminho e se preparar para eles são ações muito bem trabalhadas num processo de Coach. Bem como “O que é Ética?” e “Qual o peso dela para você?”.

Indico também serenidade e sinceridade. Algumas ações suas podem representar dificuldades a outros e a vida é assim. Mas busque ser sincero.

Uma vez li uma frase, que me fez pensar em escrever este post:

“Não sei como chegar ao sucesso, mas com certeza não é tentando agradar a todos”.

Eu tenho um perfil pacificador, agregador e solicito, e aprendi na dor o siginificado desta frase e dela extrai as variáveis que expus no Post.

E você, já passou por algo parecido? Qual sua opinião?

[]s.

Análise de Negócios (ágil ou não), um grande desafio

Neste post vou comentar sobre meu novo desafio, que é uma retomada as origens.

Comecei na carreira como Analista de Requisitos e depois me enveredei mais a Scrum Master. Estou retomando agora com a alcunha de Analista de Negócio.

Bem, como gosto de fazer, vamos imitiar o Jack e ir por partes.

Análise de Negócio, o que é?

Segundo o IIBA é:

“A Análise de Negócios é o conjunto de atividades e  técnicas utilizadas para servir como ligação entre  partes interessadas no intuito de compreender a  estrutura, políticas e operações de uma organização  e para recomendar soluções que permitam que a  organização alcance suas metas”.

(IIBA®, 2009, pg 3)

Esta não é uma tarefa fácil, porém, é muito prazerosa.

Analisar o negócio requer contato direto e aberto com as pessoas. Não pense que o negócio se traduz através de processos descritos ou mapeados, pois não se traduz mesmo. Analisar o negócio não é apenas verificar as interações homens-máquinas que uma pessoa faz ou descobrir tarefas manuais que podem ser automatizadas ou informatizadas.

Muitos confudem isto. Acreditam que por entender o contexto da interação da pessoa com o processo ou descobrir ações manuais que podem ser informatizadas, estão fazendo um grande trabalho de análise. Isto não é. No máximo, é um trabalho de observação, que também é importante mas não deve ser a única ação de um Analista de Negócio.

 Para entender a diferença entre Observação e Analise, vamos ao significado das palavras:

Observação:

 Ato ou efeito de observar, segundo o dicionário

A observação é uma das etapas do método científico. Consiste em perceber, ver e não interpretar. A observação é relatada como foi visualizada, sem que, a princípio, as idéias interpretativas dos observadores sejam tomadas. By Wikipedia.

Observação é comumente descrita como o estudo em que o pesquisador frequenta o local onde o fenômeno ocorre. O observador procura se interar sobre as atividades do grupo estudado, vivendo junto com eles estas experiências afim de averiguar detalhes.

Análise:

Estudo detalhado, decomposição em partes.

Análise (do grego ανάλυσις, transl. análysis, “dissolução”) é o processo de decomposição de uma substância ou tópico complexo em seus diversos elementos constituintes, a fim de se obter uma melhor compreensão sua. By Wikipedia.

Processo lógico que consiste na investigação das estruturas básicas de uma informação.

A Análise é mais profunda do que que a observação, embora a observação faça parte da análise.

Observar as atividades e interagir com as pessoas provem uma base de início para a análise, que tem um intuito da compreensão do todo, compreensão das ações entre as parte e as reações que geram. Uma vez isto acontecido, você aumenta a capacidade de formular soluções e potencializa a comunicação.

Logo, se você não gosta de sair da sua mesa e estar em contato direto com o ambiente a ser estudado, é melhor você não querer (ser) um Analista de Negócio. A imersão no meio ambiente estudado deve ser profunda.

Analisar requer interação e contato com as passoas, logo se relacionar com elas é importante (e importantíssimo na Visão Ágil da Análise, visão que compartilho). Logo, se você não gosta muito de pessoas ou conversar, terá problemas.

 E agora vamos falar do que é Negócio:

Em apertada síntese, podemos dizer que, entende-se por negócio toda e qualquer atividade econômica com o objetivo de gerar lucro.

Etimologicamente, e num sentido mais lato, a palavra negócio deriva do latim, e quer dizer a negação do ócio. Negócio não trata apenas de negócio financeiro ou comercial, mas sim toda a atividade humana que tem efeitos jurídicos. By Wikipedia

Eu gosto muito da origem da palavra Negócio “negação ao ócio”. Logo, Negócio significa atitude ativa. Se você quiser ser (ou é) um Analista de Negócio, este deve ser o seu mantra, seu mandamento número 1:

“Negarás ao ócio”

Para ser um Analista de Negócios, é ideal que você realmente seja ativo, pró ativo, interessado, participativo, dinâmico e mais um monte de palavras que querem dizer “Não fique parado”.

De lambuja, nós teríamos um segundo mandamento (ou dica, não quero ser pretensioso de ditar leis :P).

“Estarás presente”

É meu caro amigo, uma análise adequada não se faz sentado, com o bumbum numa cadeira. Levanta-te, vem para o meio, parafrasenado Jesus.

Como o papai dos Negócios, Peter Drucker define bem, todo Negócio tem um objetivo claro, Criar um Cliente.

Existem outras abordagens para o Objetivo de um Negócio, como gerar Lucro, mas particularmente eu fico com o titio Pete nessa. Um negócio tem por objetivo criar um cliente e satisfazer suas necessidades através de seu ciclo de vida.

” É o cliente que determina o que é um negócio. Apenas o cliente, cuja disposição para pagar por um bem ou serviço converte recursos economicos em riqueza e coisas em bens. Aquilo que o cliente compra e considera de valor nunca é apenas um produto. Tem uma utilidade, i.e., o que o produto ou serviço faz por ele.” By Wikipedia.

Aqui começa o desafio, compreender o Negócio.

 

Para tal, compreender seu Cliente é essencial. Quem é o seu Cliente e quem é o Cliente do Negócio. Isto até parece “A Origem” (Inception) mas é a verdade.

Você, como Analista de Negócio, representa uma Empresa (a sua mesmo ou a em que trabalha) e tem um Cliente. Até aqui tudo OK. Porém, a análise do negócio que você vai realizar tem o seu próprio Cliente.

Buscar este Cliente é um passo importantíssimo para iniciar e manter uma boa análise. A análise Ágil ou Tradicional, valida suas descobertas em ciclos (a ágil em ciclos mais curtos e rápidos) e as descobertas ocorrem de forma iterativa e incremental. Validar quem é o Cliente do Negócio é uma ação que você deve fazer sempre, a cada ciclo. Uma vez que o Cliente se mostrou ser outro, as coisas mudam.

Não trace um plano para analisar o negócio ou achar o seu Cliente. Uma vez um boxeador famoso (que eu esqueci quem é) disse algo assim:

“Todos tem um plano até levar um soco no queixo”.

O análise é um processo de descoberta, formulação de hipoteses, falseamento de hiposteses e ocorre de forma não linear. Logo, não espere ter um plano definido ou ache que a análise vai decorrer sobre a forma de um Diagrama de Atividades ou Fluxogramas.

O produto da análise pode ser demonstrado assim, mas o processo da análise não é desta forma.

A interação com as pessoas torna tudo mais divertido e místico. Pessoas tem dias bons, dias ruins, falam por entrelinhas, e para fazer uma análise legal, é bom o Analista ficar atento a isto.

Eu gosto de realizar práticas e/ou perguntas lúdicas, para entender as entrelinhas. Gosto de conversar com as pessoas em diferentes horários do dia, em dias diferentes o mesmo assunto. Tento fazer isto não ser exaustivo e repetitivo, mas faço isso pra ir colhendo pequenos feedbacks, ora abstraíndo sentimento, ora quero todo o sentimento que as pessoas têm.

Não quero aqui, neste post pelo menos, falar sobre as diferenças entre a Análise de Negócio Ágil e a Tradicional. Existem ótimas referências para isso:

E se um deles disser que eu escrevi merda aqui, acredite neles 😛

Um dia vou escrever algo sobre essas diferenças, quero pensar mais sobre isso, pois, quando comecei a anos atrás e fazia a “Análise Tradicional” e não tinha conhecimento de técnicas e ferramentas que eu tenho hoje, e isto é natural, sempre dei grande importância as pessoas, ao tato e contato, e todos sempre tentavam minimizar o tempo de feedback.

O desafio da Análise de Negócio é imenso, mas muito recompensador.

Pretendo em próximos post falar mais sobre o tal do Analista de Negócio, Requisito, Funcional, Processo ou sei lá o que mais. Alguns dizem que é diferente, outros que é igual.

[]s e até a próxima.